“Fui 200 por cento leal ao Benfica”

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Em entrevista ao “Jornal das Oito”, da TVI, Jorge Jesus fez um balanço dos primeiros seis meses no comando do Sporting e abordou questões da sua vida pessoal

Sporting campeão: “O Sporting é um dos candidatos. Ser candidato e favorito são coisas distintas. Os dois favoritos são o Benfica, que é campeão e tem direitos adquiridos, e o FC Porto. São duas equipas que têm mais responsabilidade. O Sporting pode ser um candidato ao título e intrometer-se entre os dois favoritos. Lutar pelo primeiro lugar foi sempre a ideia que tive e é isso que estamos a fazer. Estamos em segundo, que era aquilo que eu previa. Ainda estamos no segundo terço do campeonato, mas estamos na luta”

Terminar à frente do Benfica é importante?: “Para mim, o importante é ser tricampeão, num clube diferente. Sporting é um clube que, ao longo destes anos, perdeu identidade e poder, não só em termos de equipa, mas em períodos fundamentais para os clubes. Isso ganha-se com resultados. O Sporting perdeu esse espaço. Estamos a tentar recuperar a identidade perdida do Sporting. Hoje, os sportinguistas estão orgulhosos do que a equipa está a fazer. De estar a competir com os dois rivais”

Clássico: “São dois rivais e o FC Porto está por cima na classificação. No entanto é um jogo que não vai decidir nada. Os campeonatos não se ganham à 16ª jornada, ganham-se na última. O que vai decidir é quem será líder. Para mim é um jogo qualquer, mas mais mediático”

Pressão: “Às vezes não tenho noção disso. Não tenho muita noção da responsabilidade que tenho e da noção que tenho de ter para deixar muita gente feliz ou infeliz. Tenho a noção que a mudança do Benfica para o Sporting trouxe isso, mas na altura não tinha. Nestes meses tenho sentido isso na forma como sou abordado pelos adeptos dos dois clubes e não tinha noção que a mudança pudesse mexer com tanta coisa”

Traição ao Benfica: “Não podem apontar-me como traidor porque mudei de um clube para outro. O meu trabalho é o futebol e houve várias circunstâncias que me fizeram mudar. Voltaria a fazer o mesmo hoje”

Leal ao Benfica: “Fui 200% leal ao Benfica. Quando ganhámos a Taça da Liga, que foi o último jogo da época, tivemos mais dois dias de treino e fui sempre leal até ao último segundo. Cresci muito como treinador e pudemos ter conseguido mais. Conseguimos chegar às decisões, mas não vencemos algumas. A minha lealdade foi sempre dentro daquilo que é ser profissional”

FONTE: ojogo